Se encontrou esse blog porque digitou a palavra mentira no Google,
ou quer conhecer fofocas sobre os outros, feche essa janela AGORA e nunca mais
volte, se puder peço até que você apague o histórico de seu computador!
Não estou escrevendo aqui porque quero
que os outros leiam, apenas quero uma forma de expressar minhas ideias e como
vim vivendo a vida chata que me colocaram para viver e finalmente poder falar a
VERDADE SOBRE AS MINHAS MENTIRAS, talvez esse deveria ser o nome do blog, não?
Não? Tudo bem. Você deve pensar "Ele poderia estar conversando com seus
amigos" eu até tenho uma boa quantidade deles, mas na verdade, eles são
uns otários, todos eles, mas só eu posso chamá-los assim, ficou claro?
Meu nome é Leonardo, tenho quase 20
anos e sou gay, ai você pensa aff, vai ser ou cheio de coisas gays como Lady
Gaga e afins ou cheio de contos eróticos com gozadas na cara e engolir sêmen,
mas não caralho eu não faria isso. É que ai já se inicia toda a história de
mentiras que você lerá por aqui, porque é claro que quando me perguntavam se eu
curtia chupar um pau eu respondia: claro que não, o que pasmem, é mentira, nada
é melhor do que chupar um pau, a não ser é claro ter seu pau chupado.
O nome do blog é relativo ao fato de
que eu sou muito bom em persuadir os outros sobre a minha própria vida e
conseguiria até te convencer de que realmente mentira começa com a letra A.
Pois bem, vamos começar.
Meus pais foram casados por mais ou
menos 8 ou 9 anos, sendo que quando eu nasci meu pai mudou completamente,
começou a beber mais do que o necessário e todo o dinheiro que ele conseguia
ele investia nesse vício, há diversos momentos em que a primeira lembrança que
eu tenho é do meu pai chegando bêbado em casa, agarrando minha mãe pelo braço e
batendo nela até ela desmaiar, isso quando eu tinha 4 anos, mas acho que na
verdade a lembrança mais antiga que tenho é de ir ao cinema assistir Pokémon
com meus únicos 5 amigos de infância, saudades, e chorar na parte em que o Ash
vira pedra, tendo uma gorda, mãe de um dos meus amigos, dormindo ao meu lado e
eu sem entender como alguém poderia dormir ou até mesmo respirar sendo que o
Ash estava virando pedra e o Pikachu iria ficar sozinho. Mas também existe a
primeira mentira que contei, aos 4 anos, quando durante a aula no pré eu pedi
pra minha prima cortar uma mecha do meu cabelo, apenas porque eu tinha 4 anos e
gostava de fazer merda, e falei para a minha mãe que ficou puta da vida comigo
que ela tinha feito sem que eu soubesse, final da história minha mãe contou pra
minha tia que bateu na minha prima com umas chineladas nervosas e eu sai lindo
e impune, assim descobri o gosto de mentir.
Voltando aos meus pais, próximo de
completar 6 anos eu assisti a briga mais feia dos dois, minha mãe uma morena
bonita com o corpo em dia, apenas 27 anos, cabelos com cachos definidos e
sorriso largo, chegou em casa feliz do trabalho por ter recebido e mais
importante pelo meu pai ainda não estar em casa, eu não lembro exatamente o que
houve nesse dia, mas quando ele chegou ficou puto com a minha mãe por ela ter
recebido ou algo assim, como se isso não acontecesse todo mês, e partiu pra
cima dela, bêbado, mas eu ainda estava acordado e como minha mãe achou que ele
iria dormir fora, não me mandou para dormir na casa de algum amigo, apenas para
que eu não assistisse outra briga dos dois. No entanto essa noite eu assistiria
a tudo com terror nos olhos, Titanic passava na televisão pequena no quarto que
eu dividia com os dois, mas quem ligaria para o Leonardo DiCaprio se afogando
no mar gelado, sendo que ele cabia na porra daquela tábua com a droga da Kate
Winslet, quando meu pai socava com força a minha mãe na cabeça. Enquanto eu gritava
sem saber o que fazer, vasculhava o quarto em busca de algo para apartar a
briga, mesmo sabendo que era inútil, então avistei o ferro de passar roupa, meu
coração palpitava forte, lembro de olhar meu pai pelas costas, apenas a luz da
televisão iluminava o quarto, ele era uma pessoa bem alta comparado a um garoto
de quase 6 anos, e uma pessoa bem gorda comparado a pessoas magras, eu enquanto
segurava o ferro no alto da cabeça, sentia os braços fraquejarem, porém sabia
que se recuasse agora, aquilo mataria a minha mãe, se não hoje um outro dia,
então o lancei, o ferro voou da minha mão aproximadamente 1 metro até
aterrissar nas costas de meu pai que caiu no chão assustado. Minha mãe gritou
meu nome e correu com os braços abertos pra cima de mim, mas acho que após o
susto inicial ter passado e meu pai ter entendido o que aconteceu, seja lá o
que um bêbado consegue entender de tal situação, correu na direção dela, a
jogando de lado, fazendo-a cair próxima as camas e lançou o corpo gordo e
gigante contra a minha pessoa, 20 kilos e dois olhos gigantes de medo, o que me
fez bater contra a cômoda de roupas e bater a cabeça na parede, apagando por
algumas horas.
Esse foi o ápice de tudo, minha mãe
cansada de viver com medo, começou a procurar outras casas e até chegou a
trocar a fechadura da porta de entrada e do portão, mas ele conseguiu
quebrá-la, porém apenas dois meses após eu ter completado 6 anos, minha mãe fez
até meu bolo preferido, com glacê azul, e convidou meus 5 amigos depois da escola
para irem cantar parabéns para mim, minha mãe conheceu um serralheiro próximo
ao trabalho dela e 1 semana depois me convidou para sair com ele e ir conhecer
nosso futuro lar, o que eu fiz quando fui conhecer a casa? Caguei, sim porque
tínhamos ido ao McDonalds antes e meu estômago não estava preparado para
aquilo. Poucos dias após a visita, um caminhão de mudança para em frente a casa
de meu pai, notem que eu já não chamava mais de minha casa, e nos levou embora,
pensa na aflição que um menino de 6 anos passou com medo do pai chegar e comer
todo mundo e trancar eu e minha mãe novamente na masmorra.
Acho que por enquanto já está bom,
primeiro porque eu NÃO recebo pra isso, segundo porque eu trabalho em algo em
que eu receba pra fazer, terceiro porque eu tenho que viver para poder postar
aqui e último, mas não menos importante é meu primeiro post e não sei mexer na
porra do blog ainda.
Até as próximas mentiras.
Ps. O que eu conto aqui são verdades, sério.
Pss. Não eu nunca mais assisti Titanic, fiquei traumatizado, não
sei o que aconteceu com a velha no começo do filme e nem quero saber.
Psss. A casa em que eu fomos morar não tinha papel higiênico,
fiquei uns 30 minutos sentado no vaso esperando meu futuro padrasto ir comprar.
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