quinta-feira, 17 de julho de 2014

O Começo

Se encontrou esse blog porque digitou a palavra mentira no Google, ou quer conhecer fofocas sobre os outros, feche essa janela AGORA e nunca mais volte, se puder peço até que você apague o histórico de seu computador!
Não estou escrevendo aqui porque quero que os outros leiam, apenas quero uma forma de expressar minhas ideias e como vim vivendo a vida chata que me colocaram para viver e finalmente poder falar a VERDADE SOBRE AS MINHAS MENTIRAS, talvez esse deveria ser o nome do blog, não? Não? Tudo bem. Você deve pensar "Ele poderia estar conversando com seus amigos" eu até tenho uma boa quantidade deles, mas na verdade, eles são uns otários, todos eles, mas só eu posso chamá-los assim, ficou claro?
Meu nome é Leonardo, tenho quase 20 anos e sou gay, ai você pensa aff, vai ser ou cheio de coisas gays como Lady Gaga e afins ou cheio de contos eróticos com gozadas na cara e engolir sêmen, mas não caralho eu não faria isso. É que ai já se inicia toda a história de mentiras que você lerá por aqui, porque é claro que quando me perguntavam se eu curtia chupar um pau eu respondia: claro que não, o que pasmem, é mentira, nada é melhor do que chupar um pau, a não ser é claro ter seu pau chupado.
O nome do blog é relativo ao fato de que eu sou muito bom em persuadir os outros sobre a minha própria vida e conseguiria até te convencer de que realmente mentira começa com a letra A.
Pois bem, vamos começar.
Meus pais foram casados por mais ou menos 8 ou 9 anos, sendo que quando eu nasci meu pai mudou completamente, começou a beber mais do que o necessário e todo o dinheiro que ele conseguia ele investia nesse vício, há diversos momentos em que a primeira lembrança que eu tenho é do meu pai chegando bêbado em casa, agarrando minha mãe pelo braço e batendo nela até ela desmaiar, isso quando eu tinha 4 anos, mas acho que na verdade a lembrança mais antiga que tenho é de ir ao cinema assistir Pokémon com meus únicos 5 amigos de infância, saudades, e chorar na parte em que o Ash vira pedra, tendo uma gorda, mãe de um dos meus amigos, dormindo ao meu lado e eu sem entender como alguém poderia dormir ou até mesmo respirar sendo que o Ash estava virando pedra e o Pikachu iria ficar sozinho. Mas também existe a primeira mentira que contei, aos 4 anos, quando durante a aula no pré eu pedi pra minha prima cortar uma mecha do meu cabelo, apenas porque eu tinha 4 anos e gostava de fazer merda, e falei para a minha mãe que ficou puta da vida comigo que ela tinha feito sem que eu soubesse, final da história minha mãe contou pra minha tia que bateu na minha prima com umas chineladas nervosas e eu sai lindo e impune, assim descobri o gosto de mentir.
Voltando aos meus pais, próximo de completar 6 anos eu assisti a briga mais feia dos dois, minha mãe uma morena bonita com o corpo em dia, apenas 27 anos, cabelos com cachos definidos e sorriso largo, chegou em casa feliz do trabalho por ter recebido e mais importante pelo meu pai ainda não estar em casa, eu não lembro exatamente o que houve nesse dia, mas quando ele chegou ficou puto com a minha mãe por ela ter recebido ou algo assim, como se isso não acontecesse todo mês, e partiu pra cima dela, bêbado, mas eu ainda estava acordado e como minha mãe achou que ele iria dormir fora, não me mandou para dormir na casa de algum amigo, apenas para que eu não assistisse outra briga dos dois. No entanto essa noite eu assistiria a tudo com terror nos olhos, Titanic passava na televisão pequena no quarto que eu dividia com os dois, mas quem ligaria para o Leonardo DiCaprio se afogando no mar gelado, sendo que ele cabia na porra daquela tábua com a droga da Kate Winslet, quando meu pai socava com força a minha mãe na cabeça. Enquanto eu gritava sem saber o que fazer, vasculhava o quarto em busca de algo para apartar a briga, mesmo sabendo que era inútil, então avistei o ferro de passar roupa, meu coração palpitava forte, lembro de olhar meu pai pelas costas, apenas a luz da televisão iluminava o quarto, ele era uma pessoa bem alta comparado a um garoto de quase 6 anos, e uma pessoa bem gorda comparado a pessoas magras, eu enquanto segurava o ferro no alto da cabeça, sentia os braços fraquejarem, porém sabia que se recuasse agora, aquilo mataria a minha mãe, se não hoje um outro dia, então o lancei, o ferro voou da minha mão aproximadamente 1 metro até aterrissar nas costas de meu pai que caiu no chão assustado. Minha mãe gritou meu nome e correu com os braços abertos pra cima de mim, mas acho que após o susto inicial ter passado e meu pai ter entendido o que aconteceu, seja lá o que um bêbado consegue entender de tal situação, correu na direção dela, a jogando de lado, fazendo-a cair próxima as camas e lançou o corpo gordo e gigante contra a minha pessoa, 20 kilos e dois olhos gigantes de medo, o que me fez bater contra a cômoda de roupas e bater a cabeça na parede, apagando por algumas horas.
Esse foi o ápice de tudo, minha mãe cansada de viver com medo, começou a procurar outras casas e até chegou a trocar a fechadura da porta de entrada e do portão, mas ele conseguiu quebrá-la, porém apenas dois meses após eu ter completado 6 anos, minha mãe fez até meu bolo preferido, com glacê azul, e convidou meus 5 amigos depois da escola para irem cantar parabéns para mim, minha mãe conheceu um serralheiro próximo ao trabalho dela e 1 semana depois me convidou para sair com ele e ir conhecer nosso futuro lar, o que eu fiz quando fui conhecer a casa? Caguei, sim porque tínhamos ido ao McDonalds antes e meu estômago não estava preparado para aquilo. Poucos dias após a visita, um caminhão de mudança para em frente a casa de meu pai, notem que eu já não chamava mais de minha casa, e nos levou embora, pensa na aflição que um menino de 6 anos passou com medo do pai chegar e comer todo mundo e trancar eu e minha mãe novamente na masmorra.
Acho que por enquanto já está bom, primeiro porque eu NÃO recebo pra isso, segundo porque eu trabalho em algo em que eu receba pra fazer, terceiro porque eu tenho que viver para poder postar aqui e último, mas não menos importante é meu primeiro post e não sei mexer na porra do blog ainda.
Até as próximas mentiras.


Ps. O que eu conto aqui são verdades, sério.
Pss. Não eu nunca mais assisti Titanic, fiquei traumatizado, não sei o que aconteceu com a velha no começo do filme e nem quero saber.
Psss. A casa em que eu fomos morar não tinha papel higiênico, fiquei uns 30 minutos sentado no vaso esperando meu futuro padrasto ir comprar.

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